quinta-feira, 24 de junho de 2010

Um Ritual





Pra que sonhar a vida é tão desconhecida e mágica
Que dorme às vezes do teu lado Calada, Calada
Pra que buscar o paraíso, se até o poeta fecha o livro
Sente o perfume de uma flor no lixo. E fuxica e fuxica
Tantas historias de um grande amor perdido, terras perdidas, precipícios
Faz sacrifícios, imola mil virgens, uma por uma, milhares de dias
Ao mesmo Deus que ensina a prazo, ao mais esperto e ao mais otário
Que o amor, na prática, é sempre ao contrário
Que o amor, na pratica, é sempre ao contrário
Ah, pra que chorar
A vida é bela e cruel, despida
Tão desprevenida e exata
Que um dia acaba.

não é verdade?

Um comentário: