
De repente surge aquela vontade de eternizar uma paixão, um momento da vida, uma conquista com um desenho simbólico que ficará para sempre na pele. A maioria das pessoas tem belas histórias com suas tattoos. Se você tem uma, sabe do que estou falando. Se ainda está indeciso quando, o que, em que parte do corpo deseja fazer uma tatuagem vale a pena refletir.
Embora nossa sociedade esteja mais “aberta” para este tipo de expressão, alguns cuidados podem ser fundamentais.
Conheci um amigo que tatuou no braço, aos 16 anos, o desenho de uma banda de rock já desaparecida. É claro que aos 40 ele buscou outro tatuador para transformar aquela paixão antiga, que não fazia mais sentido, mesmo porque não tinha grana para removê-la. Por isso é importante avaliar se o símbolo escolhido para a eternidade terá sentido no futuro. Logo, uma tatuagem muito grande e aparente, pode transformar seu problema em um problemão.
Adevair Baroni Junior, encarregado do departamento de Recursos Humanos de uma multinacional alerta também que a presença da tatuagem influencia na escolha do candidato em um processo seletivo. “Uma tattoo pode revelar alguns aspectos psicológicos e gostos que podem não se encaixar no perfil que a empresa procura. Claro que só com ela não podemos tirar as conclusões sobre a capacidade de um profissional, mas pode tirar pontos no momento da seleção”.
Não podemos deixar de admitir que ainda existam preconceitos com a prática. Talvez por um fator histórico relevante: a arte de marcar a pele começou a ser divulgada pelo mundo quando os marinheiros ingleses começaram a ter contato com novas civilizações. Grande parte deles tinham tatuagem e não, por acaso. Afinal, o governo inglês adotou, em 1879, a identificação de prisioneiros através de tatuagem que disseminou a ideia de arte fora-da-lei.
Nos Estados Unidos e na Europa, em 1920, a técnica já tinha se tornado comercial e popular. E foi neste período que surgiram alguns artistas ambiciosos que captaram muitos clientes, tornando-se os responsáveis pelo “boom” das décadas de 60 e 70, quando a Califórnia foi o berço dos desenhos que reproduziram imagens de Marilyn Monroe, James Dean e Jimmy Hendrix.
No Brasil, a tatuagem elétrica é uma técnica muito recente, embora ela tenha sido inventada em 1891. Foi em meados dos anos 60 que ela chegou na cidade portuária de Santos e foi introduzida pelo dinamarquês “Knud Harld Likke Gregersen” o famoso Lucky Tattoo ou Mr. Tattoo. Sua loja estava localizada nas proximidades do cais, onde, na época, era a zona de boe-mia e prostituição da cidade. A localização do estabelecimento do senhor Mr. Tattoo acentuou ainda mais o estigma marginal desta arte aqui no Brasil.
Apesar da popularidade, ainda hoje, muitas pessoas são discriminadas por terem seus corpos tatuados. O reflexo do preconceito muitas vezes esta implícito no mercado de trabalho.
Adevair Baroni Junior diz que ao selecionar pessoas para cargo de gerência ele não escolheria um profissional com uma tatuagem aparente. “Ainda vivemos em um mercado de trabalho reservado onde a imagem da empresa conta muito. Dependendo do tipo de cargo a ser ocupado, a pessoa representa a empresa e sua aparência pode ter mais valor que seu conteúdo”, complementa.
Uma dica que Adevair dá para os jovens é: “Se quiser fazer uma tattoo, que seja discreta e em um lugar que não fique exposta, pois você tem um mundo profissional todo pela frente”, alerta. Foda-se eu ja tenho o meu é que venha o maori dia 19 irruu

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