terça-feira, 25 de maio de 2010

Pets




Pedi-te que saísses com descrição da minha casa, não queria que te vissem - especialmente. Que explicação teria para que saísses de camisa em punho e peito ainda suado, de minha casa, que quase partilho, paredes meias, com as dele? Não demoraria dois segundos a perceber que aqueles gritos, os risos, os gemidos, eram os teus.
Olhaste-me como se te usasse mas sei que não estiveste comigo esta noite. Outras curvas, outros olhos toldavam-te a mente [e tu achas que eu não te conheço?] mas às vezes, sexo era só sexo e quis-te mostrar que hoje, fizeste com que assim fosse.
Estava cansada de tanta noite de suor desmedido sem um beijo doce pela manhã, mas não era isso que queria para mim. Ia parar. Ia parar com as noites de perdição contigo e com ele, o stress absoluto para que nenhum soubesse de como o outro me fazia gemer.
Pensei em escolher... mas como? Tu com o teu corpo de deus grego [que maior cliché, mas a verdade é que ninguém saiu melhor esculpido], ele com as palavras e um olhar que me deitava por terra e me deixava a pedir [implorar, lembras-te Miguel? Não seria a primeira vez...] por mais...
Por isso ia parar. Para já, só queria parar...

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Em mim um simples momento Down.





Down Em Mim
Cazuza

Eu não sei o que o meu corpo abriga
Nestas noites quentes de verão
E nem me importa que mil raios partam
Qualquer sentido vago de razão
Eu ando tão Down
Eu ando tão Down

Outra vez vou te cantar, vou te gritar
Te rebocar do bar
E as paredes do meu quarto vão assistir comigo
À versão nova de uma velha história
E quando o sol vier socar minha cara
Com certeza você já foi embora
Eu ando tão Down
Eu ando tão Down

Outra vez vou me esquecer
Pois nestas horas pega mal sofrer
Da privada eu vou dar com a minha cara
De panaca pintada no espelho
E me lembrar, sorrindo, que o banheiro
É a igreja de todos os bêbados
Eu ando tão Down
Eu ando tão Down
Eu ando tão Down

Em mim um simples momento Down.

sábado, 8 de maio de 2010

Na Fase do Tanto Faz



Tanto Faz
Nesse momento
tanto faz....
Se o tempo passar
ou parar.
Se a vida continua
ou termina.
Se estou andando
ou estacionada.
A tristeza amortece...
Os olhos nem brilham...
O coração, em descompasso
A vida apenas passa!
Ou sou eu quem passo
pela vida?
Já nem sei quem sou
quem fui
quem serei...
E que diferença isso faz?
Sou indiferente...
Sou insensível...
sou dispensável!
Como uma folha de papel
que após o uso,
amassa -se e joga-se no lixo.
Também tanto faz...
gente, folha de papel...
sempre somos descartados
quando não servimos mais!
Tanto faz viver ou morrer...
tanto faz...
se ao final só se perde mesmo.
E to cheia de lutar
pra perder no fim de uma pessoa que no fim quer o tanto faz...
Cansei!

domingo, 2 de maio de 2010

O não poder, te quer



Na distancia doas corpos os pensamentos se juntam,
penso em ti e agora,
numa harmonia conjunta.
seu pensamento o mesmo do meu?

metros quilômetros não impotram,
só o que há entre eu e vc, comungam,
desejos, anseios norteiam
minhas ações e minhas vontade infinda de estar contigo nuna sinfonia.

Insanidade posso assim dizem dizen é justa
só não é justa que sua clça jeans, que junta
junta, ancas, qunadris e pernas
quarteto
de quatro, de lado de enquadro
não comigo você não faz isso
te
te assnho
te arranho
te mordo
sou casada certo
deixo tudo pra la....
esses seios fartos, essa nossa pele...
deixa pra la...
é momento de lebre
que necessita concretizar
por mais que não se possa
não deixa pra lá
deixa entrar
não, não, não.
Tu cavidade meu falo, não ivade, não mora, no seu aposento que quero
entrar e sair
nã quero entrar,
deixar mola fora triste...
mola que impulsiona
por mais que não posso agir
deixar fluir
violenta
suculenta
em seu colo
nu me atenta
isenta
esse deseji carnal
fatal

que corrói a mortalidade
não nega quero acrediar nisso q tu não me deseja?
acreditar no inexistente?
acreditar no papai noel?
então te deixo trsite
numa noite de natal que insiste
em deixar pra trás o seu presente
aqui ardente
que vc nega carregar
em "jatos" fluidos e gostos

O desejo de te ver, vai me corroer no meu ser, nas punhetas batidas, no orgasmar a vida, eu só meu destino de ser só, de ter só sonhar... E no fim se ver no não se ver , o verso machuca o meu verso

sementes de futuro gozo
não plantadas e ência
semeadas
oq serão?
apenas grão de possiveis existências?
de possivel veemêcia
de teê-lo em mim sem resistência
se entraga
não ameaça desistir
ou goterjar do meu coração do meu eu não pode te morar.... entendes ?
sei que a nebte faz o o corpo , mas seu corpo fez minha mente

cheguei simm, entre gozos e olhares tristes entre calor de tuas palavras
e o abadono de teu calor , sei lá te sonha carece ser caro, prefiro um desejo trancafiado desnorteado nos muros doces de meu coração
coração corvarde
que não teve piedade
talvez

não nega é não da, corção duro q apredeu na tua ausência o tamanho da solidão,
que de tanto sonhar caiu em frustarção, e desacreditou de si e enlouqueceu, depois
de quse curado pois o desejo das trevas e masmorras rs
não quis mas esperar feridas sim podem cicatrizarem
mas o fogo não há de se apagar nunca.



sei
existe uma chamona nisso tudo
mas essa chama as vezes me chama
não quero que arda
entre desejo e tristeza do caos
sonho-te em t ver

vielam vazam nos vão dele, que viol o ato por não vulgarizar
ja xheio de liquidos e adrenalinas
que molham, que inundam e transbordam esse meu sonhar
que da vontade de te dar
sem preceitos , moral ou religião
apenas com doutrina do coração
dane-se o AL Corão
se pecadora eu sou quero morrer de amor

terça-feira, 27 de abril de 2010

Jardim secreto!


Como pode ser gostar de alguém
E esse tal alguém não ser seu
Fico desejando nós gastando o mar
Pôr-do-sol, postal, mais ninguém
Meu lindo florinho
Meu jasmim será
Meus melhores beijos serão seus

Sinto que você é ligado a mim
Sempre que estou indo, volto atrás
Estou entregue a ponto de estar sempre só
Esperando um sim ou nunca mais

É tanta graça lá fora passa
O tempo sem você
Mas pode sim
Ser sim amado e tudo acontecer

Sinto absoluto o dom de existir,
Não há solidão, nem pena
Nessa doação, milagres do amor
Sinto uma extensão divina

É tanta graça lá fora passa
O tempo sem você
Mas pode sim
Ser sim amado e tudo acontecer
Quero casar com você
casar com você
Quero casar com você
casar com você (Vanessa da Mata)

terça-feira, 23 de março de 2010

OUT!



Quero escrever o que não consigo dizer. Apetece-me abrir, como um livro em branco e a cada palavra uma emoção. Um significado, um pedaço de ficção tornado real. Sinto-me a desfalecer, como um sobrevivente num barco no meio de uma tempestade, onde sabe que só um milagre o fará sobreviver. Porque sou assim? Porque não consigo controlar-me, tento sempre algo com medo das pessoas não gostem mim. Não quis sofrer mais, por isso decidi afastar-me de toda a gente. Agora em vez de um coração tenho uma pedra. Difícil será pedir ajuda, mas porque fujo de tudo e de todos. Não enfrento os meus medos. Sempre a fugir, mas os problemas não desaparecem, apenas adormecem num sono leve. Continuamente dormindo, até um dia que acorda. Mais furioso, que um bebé com sono. Será que um dia vou acordar para a vida? Será que algum dia, vou deixar de fugir. De não precisar de me esconder por detrás duma máscara. Algum dia terei paz, comigo mesmo. Procuro o que? Escondo-me do que? Do sofrimento?! Mas senão sofrer não viverei, ficará sempre a angústia de poder ter feito algo mais, ser capaz de ter feito outra coisa para me mudar a mim. Então o que me falta? Não sei, não me conheço, e muito menos sei quem fui, sou ou serei. Sou um sentimentalista barato, daqueles livros que se compram, mesmo não sabendo o fim são todos iguais e terminaram de certeza da mesma maneira. Só muda o conteúdo, a forma do conteúdo é sempre mesma. Devo ser mesmo uma criancinha, não amadureci o suficiente. Não cresci em termos mentais. Se calhar não vivo, sobrevivo. Vou sobrevivendo, não questionando, não esticando a corda. Se calhar limito-me a seguir as pesadas dos outros. Em vez de ter uma personalidade própria. Se calhar também por ter mentido, muito a mim próprio agora já não sei quem sou. Perdi-me no caminho, e agora não sei o caminho de volta. Um circulo vicioso, onde já não se sabe onde começou e onde acaba. Ainda terei a tempo, de me encaminhar e não me perder de vez?
Alguém saberá me dar essa resposta e tantas outras que eu não sei. Talvez não tenha procurado bem, ou não tenho procurado nos sítios certos. O lamentar não me ajuda em nada, só faz com que tenha pena do que estou a ser neste momento. O frio passou, o frio que tinha quando comecei a escrever, mas o gelo dentro de mim, a angústia, a tristeza, o sofrimento continua. Não há alegria nos meus olhos, como num dia cinzento onde só chove. Em que a minha cara são as gotas, que caíram nesse dia de temporal. Onde o sol se escondeu, tornou-se cinzento, carregado. Não há cores vivas, mas sim cores mórbidas. Algum dia terei gostado de alguém realmente? Sim, apesar de tudo não sou assim tão frio. Da minha família, dos meus verdadeiros amigos, desses gostei. Então quando deixei de gostar? Quando deixei de ter interesse na vida? Quando passei a sobreviver, como um náufrago onde só ver mar e mar e mais mar. Mas acredito que sobreviverei, mas já não tenho a certeza de nada.